[ editar artigo]

A Diferença Real

A Diferença Real

Comecei a assistir a série The Crown que fala sobre a história da família real britânica. E, em um dos episódios ocorre uma conversa entre a jovem Rainha Elizabeth, comedida, discreta, recatada e obediente às regras e sua irmã, a princesa Margareth, que é o oposto. Gosta de chamar a atenção, de sair, de dançar, de estar com pessoas. E isso gera alguns conflitos entre elas. Mas, ao final, conversam sobre suas diferenças e concluem que, para o bem do país e da família,  é preciso estabelecer uma convivência harmônica entre as duas.

E é isso que acontece em nossas vidas: nas nossas famílias, nossos círculos de amizade, no trabalho e nos grupos sociais.

Convivemos com pessoas  que pensam, agem e sentem de forma diferente porque o desenvolvimento biológico, psicológico e social de cada um de nós organiza as informações que recebemos ao longo de nossa vida atribuindo significados únicos para construção de nossos  históricos, experiências, aprendizados e valores pessoais que se tornam os orientadores de nossas atitudes e  comportamentos e que faz com que cada indivíduo tenha uma percepção diferente das situações. 

E esta grande diversidade de  comportamentos, de interesses e de valores pode causar problemas de relacionamentos e conflitos desnecessários causados por pontos de vista e posicionamentos diferentes.

Porque, na verdade, EU NÃO SEI O QUE OU QUEM É VC...

Mas, também,  e exatamente por isso, o  convívio com o que é  diferente de nós   pode acrescentar muito na nossa experiência profissional e pessoal, proporcionando muitos aprendizados e conhecimentos.

E, as organizações são feitas por pessoas com históricos, traumas, necessidades e sonhos diferentes que são as responsáveis pelo seu sucesso e crescimento. 

Para ser um bom líder é necessário desenvolver a habilidade de conseguir lidar com essa  grande diversidade da forma mais adequada e entender as necessidades de cada um.

Dar  ao outro  o que ele realmente  precisa e, não  o que acho que ele precisa.

Aquela famosa  frase: não faço com o outro, o que não gostaria que fizesse comigo foi aperfeiçoada para fazer com o outro o que ele realmente quer que seja feito com ele.

É preciso desenvolver as habilidades sociais: habilidades de se relacionar, comunicar e construir laços. De se conectar com o outro.

Para ser um líder autêntico é preciso estar disponível para o diferente. 
É necessário que, além de respeitar, aprenda a trabalhar  a diversidade.
 


 

Polo de Liderança Sebrae
Marcia Gonçalves Sampaio de Souza
Marcia Gonçalves Sampaio de Souza Seguir

Especialista em Neurociências e Comportamento - Palestrante Como ser um Líder Emocionalmente Inteligente - Executive Coach Líder e Equipes para micro e pequenas empresas.

Ler conteúdo completo
Indicados para você