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Criar experiência [no trabalho] centrada no ser humano

Criar experiência [no trabalho] centrada no ser humano

 

Gerenciar a satisfação no trabalho e o engajamento dos funcionários não são suficientes, no momento atual, para gerar a retenção de talentos numa empresa. As organizações devem evoluir seu paradigma concentrando-se em uma experiência holística do funcionário, colocando a mesma ênfase tanto no crescimento e engajamento quanto no bem-estar dos mesmos. Esses três fatores juntos - crescimento, engajamento e bem-estar - são essenciais, pois seu equilíbrio gera uma experiência positiva do funcionário.


Para criar a experiência centrada no ser humano, que é o que as pessoas desejam, aqui estão quatro coisas que os líderes podem fazer.


1. Personalize relacionamentos e evite relações transacionais
Atualmente, muitas táticas destinadas a unir os funcionários são percebidas por eles como o oposto – transacionais*, comuns e impessoais [*construídas na expectativa de reciprocidade.  Os indivíduos estão preocupados em saber como se beneficiarão, são egoístas, certificando-se de obter o máximo que podem do  relacionamento por uma determinada quantidade de trabalho em troca]. 
Por exemplo, a abordagem de “mercado de massa” de dar a todos um bônus único pode parecer nobre e eficaz em um nível superficial, mas corre o risco de "ser um tiro que sai pela culatra". Para evitar essa armadilha, os líderes podem integrar um maior senso de significado, determinando o que é mais importante para suas equipes, personalizando expressões de reconhecimento e apreciação, oferecendo assim, oportunidades para construir relacionamentos. 


2. Priorize as interações sociais
Os fatores mais fortes de uma experiência positiva estão relacionados à aspectos sociais, incluindo relacionamentos de qualidade com os líderes, confiança, equipes atenciosas e clima organizacional social (por exemplo, respeito e inclusão).
Funcionários com uma experiência geral positiva são muito mais propensos a permanecer na empresa e se mostram muito mais comprometidos do que aqueles com uma experiência negativa. 


3. Dê espaço para crescer
No mercado de trabalho atual, os funcionários estão mudando de emprego com mais frequência do que nunca. No entanto, tratar os funcionários como temporários apenas agravará o relacionamento transacional.
Grande parte dos funcionários que estão mudando de emprego alegam que o fazem por questões  de falta de desenvolvimento de carreira e de potencial para avanço e que não sentem investimento em seu conhecimento e em suas habilidades. Em outras palavras, os empregadores devem tratar seus funcionários como se eles tivessem vindo para ficar – investindo em desenvolvê-los e mostrando a eles um futuro na organização, ou então, continuarão a vê-los partir.


4. Crie modelos de trabalho sustentáveis
Embora muitas organizações reconheçam os níveis crescentes de desengajamento e esgotamento, elas frequentemente falham em lidar com isso.
Para manter o crescimento e o desenvolvimento, as organizações devem criar caminhos fáceis para o colaborador buscar ajuda e para promover a flexibilidade e equilíbrio entre vida profissional e pessoal, além de resiliência emocional – tudo isso se presta a um modelo de trabalho mais sustentável, focado na produtividade e no bem-estar.

 

Finalizando. A experiência do funcionário sempre moldou a forma como eles pensam sobre por que vêm trabalhar. Agora, mais do que nunca, tornou-se uma parte indispensável da vantagem competitiva de um empregador. Com líderes de apoio focados na construção de relacionamentos significativos e na criação de modelos de trabalho sustentáveis, as empresas podem transformar o trabalho, de algo que os funcionários precisam fazer, em algo que eles querem fazer.

Polo de Liderança Sebrae
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