[ editar artigo]

Liderança centrada cria conexão em tempos turbulentos

Liderança centrada cria conexão em tempos turbulentos

Como você pode se tornar um(a) líder eficaz e engajado(a)? Do que se trata a liderança centrada? 

Em poucas palavras, liderança centrada é o domínio de seus pensamentos, seus sentimentos e suas ações em busca de mudanças profundas que você espera decretar na organização ou comunidade em que você lidera. Na sequência irei descrever alguns pontos chaves para uma liderança centrada, de acordo com uma entrevista da Joanna Barsh, num podcast da MacKinsey & Company.

Liderança centrada significa que você está operando com força. Você tem um enquadramento positivo da situação. Você se sente conectado com as pessoas ao seu redor. Você está totalmente engajado, tanto seu cérebro direito quanto o esquerdo. Você está energizado e essa energia é contagiosa para os outros.

Os líderes, digamos, de dez anos atrás, só tinham que descobrir como fazer para que suas empresas crescessem seus lucros e os retornos aos acionistas e ganhassem muito dinheiro. Era mais simples se compararmos com os dias atuais, mesmo com a loucura da globalização e tantas outras questões com as quais os líderes tinham que lidar, à época. 

Hoje, os líderes estão se afogando no nível de complexidade que enfrentam. A única maneira de superar isso é deixar um pouco de lado a natureza transacional que todos nós fomos ensinados na escola de negócios e adotar um conjunto mais humanista de práticas para lidar com as emoções que giram ao nosso redor - o medo, a dor, a raiva, a indignação, a vergonha, a culpa, o constrangimento, a humilhação. As corporações, atualmente, estão na busca de líderes que são muito mais autoconscientes, do que se via no passado.

A liderança sênior deve se tornar mais autoconscientes sobre si mesmo e de como seu comportamento afeta os outros. Os critérios do que é um bom trabalho estão em mudança porque o mundo está mudando, portanto, o futuro do trabalho precisa de um conjunto mais amplo e diferenciado de critérios.
Se você usar um conjunto mais amplo de critérios, você pode, por exemplo, contratar alguém que não se pareça com ninguém da equipe, mas que tenha habilidades genuínas de liderança, que tenha capacidade estratégica para olhar ao virar da esquina, que possua um conjunto de habilidades interpessoais que não se procurava há dez anos, mas que se necessita delas agora. Assim, ter-se-á um pool de talentos muito mais amplo para se olhar e para acrescentar à equipe. Não se pode fechar os olhos para o fato de que os funcionários querem ser ouvidos e vão pressionar mais hoje do que eles teriam feito dez ou quinze anos atrás. À medida que eles pressionam mais, o sentimento deles tornar-se-ão muito menos agradável, se não se tiver desenvolvido a capacidade de ouvi-los.

Ainda parece uma coisa difícil para um líder admitir ansiedade, tristeza, ou todas as outras emoções que se sente, mas as pessoas querem seguir um líder que se abre um pouco. É um elemento que mostra que você está, pelo menos, autoconsciente de que está com medo e que confia e depende da equipe, através desta transparência. Se você quer se conectar, se você quer obter mais do seu pessoal, então você tem que mostrar alguma vulnerabilidade. É uma das ferramentas mais poderosas que um líder pode usar.

Quando se está muito constrangido, seja 5% mais corajoso em correr riscos. Não tem que ser 150% mais corajoso. Qualquer movimento, por menor que seja, será bom, porque se estará aprendendo e crescendo. Se se chegou a um ponto em que se parou de aprender, isto é um indício de que se está em modo de proteção, o que significa também, que está com medo. A coisa mais importante a fazer é mudar isso para se sentir seguro e sentir que há espaço para crescer. 

Estamos em um momento de mudanças extraordinárias e isso muda muito o risco-recompensa. À medida que as empresas enfrentam novas realidades, criatividade e inovação são necessárias em um nível muito mais alto em relação ao passado. Empresas estão fazendo coisas extraordinárias e os seres humanos estão se unindo para fazer coisas extraordinárias.

A população, nos tempos atuais, tem uma voz mais alta e a está usando. A população está do lado de fora da sua porta - são seus empregados e também seus consumidores. Eles estão pensando e se comportando de novas maneiras. Cabe à empresa descobrir como se adaptar. Aqueles que fizerem isso mais rápido vão colher alguma recompensa e, a liderança centrada, é uma questão chave no planejamento e na condução das ações em direção às adaptações necessárias, levando a empresa no atingimento das suas metas, no crescimento sustentável e na perenização no negócio. 
 

Polo de Liderança Sebrae
Ler conteúdo completo
Indicados para você