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Nevaldo Rocha, a Guararapes e o Estado do RN – Um Compromisso pela vida toda

Nevaldo Rocha, a Guararapes e o Estado do RN – Um Compromisso pela vida toda

Natural de Caraúbas, cidade localizada na Região Oeste Potiguar. Sua vida pessoal e a de sua família se misturam à sua trajetória empresarial. Ainda jovem, Nevaldo Rocha largou os estudos e resolveu migrar do interior do estado para a capital, Natal, com esperança de ser recebido pela primeira-dama do estado, Leonila Fernandes Gurjão. Contava com apenas uma moeda no bolso[6] e 12 anos de idade. Sua mãe contara que conheceu a esposa do governador em uma quermesse da cidade, e na cabeça da criança elas haviam se tornado amigas, logo ajudaria a família a sair da miséria da seca Muitas horas e 300 km após sair de Caraúbas de pau de arara, desembarcou na rodoviária de Natal, no bairro da Ribeira, e com a única moeda que tinha pagou um carregador de malas para ser levado até a residência do governador Rafael Fernandes. Caiu em pranto quando descobriu que nem o mandatário e nem sua esposa estavam em casa, e foi acolhido, pelos guardas da casa, na guarita.

Um tio do governador teria se comovido com a situação e conseguiu trabalho para ele com seu amigo Moisés Ferman, dono de uma relojoaria. Além do salário baixo, o patrão lhe deu uma rede para dormir e fornecia café da manhã.

Natal estava cheia de estrangeiros, 10 mil, graças a II Guerra Mundial. Foi com os gringos que ele aprendeu a fazer negócios. Com o dinheiro que juntou, comprou o negócio do patrão. Nevaldo tinha então 18 anos. Aos 20, em 1947, percebendo que relógios não davam mais tanta renda, muito em virtude da saída repentina dos militares americanos, inaugurou uma loja de roupas, chamada "A Capital". Quatro anos depois, ele abriu uma pequena confecção, em Recife, e adquiriu novos pontos de venda. Certamente é daí que vem o nome Guararapes.

Só no ano de 1956 que ele e seu irmão Newton Rocha fundaram a Confecções Guararapes. Dois anos mais tarde, realocaram a matriz para Natal, na esquina da Bernardo Vieira com a estrada para Parnamirim (hoje Av. Sen. Salgado filho), de fronte à então construção inacabada da Escola Industrial Federal do Rio Grande do Norte (hoje IFRN). O presidente era Juscelino Kubitschek e o Brasil vivia o chamado 50 anos em cinco, com grande disponibilidade de crédito.

Nos anos 2000, Nevaldo expandia ainda mais a atuação do grupo, entrando para o ramo de shoppings. Em 2005 inaugurou o Midway Mall, maior e mais conhecido shopping do estado, no terreno da fábrica que fora transferida para Extremoz, próximo à Zona Norte de Natal. Conta-se que, em virtude da inauguração, ficou impossível ter aula na escola que ficava em frente, o CEFET-RN (hoje IFRN), já que os estudantes foram todos conferir a novidade, que era anunciada massivamente na TV com um comercial de 1 minuto, ao som de Tim Maia. O shopping segue em constante expansão, e hoje conta mais de 300 lojas, sendo 15 âncoras, entre elas Zara, Extra, Americanas e Riachuelo, estacionamento gratuito para quase 4000 vagas, cinema e, amplo, versátil e moderno teatro. Por ele passam quase 70 mil pessoas diariamente, muitas literalmente de passagem pelos corredores, já que o estabelecimento fica em uma localidade por onde passam cerca de 50% das linhas de ônibus da região metropolitana de Natal. Fatura anualmente R$ 1,1 bilhão e faz parte do seleto grupo que não chega a dez shoppings em todo o país com faturamento acima do patamar de R$ 1 bilhão.

Com a abertura do shopping, e dentro dele uma enorme loja Riachuelo, iniciava-se definitivamente o direcionamento de toda produção da fábrica Guararapes para as lojas Riachuelo, processo concluído em 2008. Nesse mesmo ano, é aberta a Midway Financeira, para ser a financeira do Grupo Guararapes. Atualmente é a maior emissora de cartões private label do Brasil, responsável pelos Cartões Riachuelo. Graças a esse braço do grupo Guararapes que Natal ganhou seu primeiro grande call center, em terreno outrora ocupado em uma escola destinada a filhos de funcionários, na esquina das Av. Bernardo Vieira e Prudente de Moraes.

Em 2013, o Grupo de Nevaldo Rocha encabeça o Pró-Sertão, em parceria com entidades públicas e privadas. O programa consiste em interiorizar, através de pequenas facções, a produção da fábrica, levando emprego para o sertão do estado do Rio Grande do Norte. De início, cerca de 5 mil carteiras de trabalho foram assinadas graças ao programa, sendo 90% delas pela primeira vez. Foi por este programa que o grupo enfrentou um dos seus maiores processos trabalhistas, porém apenas mais um para se somar à lista de quase 2000 da mesma natureza, movidos no RN e em outros estados onde as empresas atuam, fazendo a família ser uma das mais acionadas do ramo têxtil nesse tipo de processo.

Em 2014, Nevaldo foi considerado a 30ª pessoa mais rica do Brasil, com fortuna avaliada em R$ 5,36 bilhões, de acordo com a revista Forbes, sendo então o único bilionário brasileiro em Dólar da indústria da moda. Na ocasião, o Grupo Guararapes já era a maior cadeia integrada de fast fashion do Brasil, avaliada em cerca de R$ 7 bilhões e conhecida no mercado internacional como a Zara brasileira. Estava definitivamente quebrado o paradigma de que bilionários só os participantes das indústrias de minério de ferro, do aço, do petróleo e dos bancos.

O empresário Nevaldo Rocha sempre acreditou no Estado do Rio Grande do Norte e nas pessoas do Estado, quando todas as pessoas perguntavam por que esse grande empresário ainda mantém suas atividades aqui? Ele sempre respondia que: aqui era o lugar dele e do seu povo, era aqui que ele queria empreender sempre, nunca desistiu desse Estado apesar de ter expandido seus negócios tanto nacionalmente quanto internacionalmente.

Esse empreendedor alavancou o setor da indústria das confecções no Rio Grande do Norte, a esperança de dias melhores para muitas jovens mulheres que chegavam à capital em busca de melhores dias, na esperança de: “na Guararapes trabalhar e de vida melhorar”, motivo pelo qual muitas mulheres em nossa cidade se sustentam como costureiras, muitas pequenas empresas de confecção surgiram e a atividade empresarial é bem aquecida no Estado até os dias de hoje.

Em 2013, o Grupo de Nevaldo Rocha encabeça o Pró-Sertão, em parceria com entidades públicas e privadas. O programa consistia em interiorizar, através de pequenas facções, a produção da fábrica, levando emprego para o sertão do estado do Rio Grande do Norte. De início, cerca de 5 mil carteiras de trabalho foram assinadas graças ao programa, sendo 90% delas pela primeira vez.

Foi por causa deste programa que o grupo enfrentou um dos seus maiores processos trabalhistas, movidos no RN e em outros estados onde as empresas atuam, fazendo a família ser uma das mais acionadas do ramo têxtil nesse tipo de processo.

Ao longo da sua trajetória os Líderes enfrentam algumas adversidades que os  impõem tomada de decisões difíceis e muitas vezes até instransponíveis. Mesmo após esse episódio com o insucesso do Pró-Sertão, o empresário Nevaldo Rocha continuou firme com a suas atividades em nosso Estado contrariando todos os acionistas e familiares. O empresário que não desistiu do seu Estado e do desenvolvimento dele com a sua atividade a milhares de norte rio-grandenses é exemplo de um líder que se preocupa com o seu  meio e com as pessoas acima do lucro a qualquer custo. “Amor pela sua gente”.

Polo de Liderança Sebrae
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