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A Liderança Feminina no Sebrae para o Desenvolvimento Econômico Local

A Liderança Feminina no Sebrae para o Desenvolvimento Econômico Local

 

“... É preciso conviver para conhecer, para confiar, muitas vezes é necessário mediação, intervenção e comemorar os resultados sempre.” (Fabiana Rodrigues Rocha, analista técnica do Sebrae Minas)

Liderança é um termo criado para descrever uma condição de influência em relação a um grupo, departamento ou empresa, a fim de guiá-lo na busca pelos objetivos comuns.

O desafio do líder está, entre outros, em conectar e engajar este grupo em direção aos objetivos mantendo a qualidade e inovação na entrega, além da motivação e adaptabilidade às diferentes e, muitas vezes, imprevistas adversidades que se apresentam pelo caminho.

Quando se trata de uma liderança feminina os desafios passam, ainda, por questionamentos, resistências e preconceitos pelo estilo de liderança praticado, bem como a sua função estratégica em projetos e organizações.

A liderança feminina possui como pontos fortes características essenciais para enfrentar os desafios e garantir o alcance dos resultados almejados, entre eles pode-se destacar flexibilização, colaboração e maior fortalecimento da diversidade, criatividade e inovação, mediação de conflitos, adaptabilidade e empatia.

Esta breve entrevista tem o objetivo de apresentar um pouco do trabalho desempenhado pela analista técnica do Sebrae Minas, Fabiana Rodrigues Rocha que atua na instituição há quase 12 anos, à frente de escritórios microrregionais gerindo projetos transformadores para o ambiente de negócios.

Graduada em Turismo e Hotelaria, pós graduada em Gerenciamento de Projetos, Fabiana também buscou aprimorar suas competências técnicas ao conquistar um mestrado em Desenvolvimento Regional.

“Eu fiz gerenciamento de projetos para melhor lidar na construção, execução, acompanhamento e monitoramento dos projetos. Chegou um momento que percebi que fazer mestrado em desenvolvimento regional era fundamental para melhor desempenho no território. Além disso, cursos do Sebrae, Universidade Corporativa, troca de experiências com colegas de todo o país, dentre outros.”

Há quanto tempo trabalha no Sebrae? Em que áreas atuou?

Fui estagiária de 2003 a 2005. Retornei ao Sebrae em 2009, atuei na Microrregião de Passos, Januária, atualmente estou na MR (microrregião) Itaúna.

Em sua experiência como analista de microrregião, qual projeto você considera como o mais desafiador ou cujos resultados foram mais transformadores para o território?

Considero todos os projetos desafiadores e acredito que todos foram transformadores de vidas, mas destaco dois que os resultados foram acima do esperado. O projeto Queijo da Canastra e Educação Cooperativista, Financeira e Empreendedora.

Qual era o seu papel?

Fui gestora do projeto, mas o principal papel é de articulação, além disso, monitorar e acompanhar as ações.

Quais os maiores desafios enfrentados nesse projeto? Como você lidou com eles?

QUEIJO: no início não tinha adesão de muitos produtores, falta de motivação, legislação inadequada, produtor não acreditava na transformação, levar produtor para “sala de aula”, falta de governança.

Para adesão de mais produtores foi preciso “ameaçar”, no bom sentido, pois havia interesse da principal liderança, mas não tinha produtores. A principal liderança foi a campo mobilizar os produtores para a reunião e conseguiu levar 15 produtores, o processo foi ganhando mais pessoas devido ao engajamento daqueles que se comprometeram desde o início.

Levamos compradores de queijo que de fato valorizavam o produto e o produtor na Serra da Canastra, além disso, levamos produtores à São Paulo para conhecerem casas especializadas em venda do queijo. A partir daí, eles perceberam que poderiam ganhar dinheiro com o queijo.

A liderança (principal) do queijo, João Carlos Leite, começou a articular com várias lideranças ligadas à legislação a alteração da lei.

A governança se formou através da Cultura da Cooperação (curso desenvolvido e ofertado pelo Sebrae Minas), o grupo se reunia uma vez por mês das 16h às 22h00.

A minha participação no dia a dia do produtor junto com um colega da área técnica do Sebrae foi fundamental para o sucesso do projeto. É preciso conviver para conhecer, para confiar, muitas vezes é necessário mediação, intervenção e comemorar os resultados sempre.

EDUCAÇÃO: falta de interesse do poder público, professores e diretores, levar professor para “sala de aula.”

“Foi preciso conhecer em outro lugar uma experiência que já acontecia em São Roque de Minas. Mas valeu a pena! Todos voltaram motivados e comprometidos a implementar o projeto nas escolas.”

O poder público e principais lideranças do setor foram a Sunchales na Argentina conhecer um projeto de empreendedorismo e cooperativismo. Foi preciso conhecer em outro lugar uma experiência que já acontecia em São Roque de Minas. Mas valeu a pena! Todos voltaram motivados e comprometidos a implementar o projeto nas escolas.

Os professores se revezaram para que todos pudessem participar das capacitações, sem parar as aulas, ali já começou o espírito cooperativista.

Com quais atores você interagia durante o processo?

QUEIJO: liderança da Aprocan e de cooperativa de crédito - Sicoob Saromcredi, colegas da UAGRO (Sebrae Minas), consultores, produtores de queijo, EMATER, MAPA, IMA, CoDEVASF e demais instituições de pesquisas e fomento, além do suporte do Sebrae da área de políticas públicas e turismo.

EDUCAÇÃO: Sicoob Saromcredi - equipe de apoio, secretários de educação, professores, diretores, SRE - Superintendência Regional de Ensino, Movimento Conexão Sudoeste de Minas, área da educação e de políticas públicas do Sebrae.

Quais as competências que você entende como as mais importantes na sua trajetória para o alcance desses resultados?

Empatia, paixão, comprometimento, persistência, planejamento e monitoramento, busca de informações, resiliência.

Liderança Feminina

Polo de Liderança Sebrae
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