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Empoderamento Feminino - Um caminhar de aprendizagens e conquistas

Empoderamento Feminino - Um caminhar de aprendizagens e conquistas

Falar em mulher empoderada é falar que muitas pedras no caminho já foram tiradas, alguns desafios vencidos e a existência de muitos outros pela frente. Sim, estamos conquistando nosso espaço, mesmo que ainda não seja um grande espaço e de notória expressividade.

Não quero aqui, ressaltar as dores e tristezas desse processo de conquistas, mas sim, ressaltar a coragem e desprendimento de mulheres que ousaram e decidiram reconquistar seus espaços e sua voz altiva e ativa no mundo, colaborando sim com ideias, pensamentos, ações, intuições e decisões em prol de um mundo mais igualitário.

Vocês devem está perguntando: e desde quando as mulheres tiveram seus espaços para que eu afirme agora que ele está sendo reconquistado? Sim, meu pensamento e minha crença é que este mundo já foi gerido por mulheres, um fato da história que não é contado e que foi invalidado pelo poderio masculino.

Há muito tempo atrás, este nosso mundo teve sim uma gestão ou melhor, um comando feminino, o comando da Deusa Mãe que instituía uma supremacia feminina e muitas vezes dominante em relação a intervenção do homem, desequilibrando a ordem do está junto, ao lado, “costela a costela”.

Quando o desequilíbrio acontece, alguém perde e alguém ganha. Foi neste lapso de atitude que as mulheres perderam o espaço de comando e, como punição, estamos vivendo séculos de subordinação masculina e de intimidação aos nossos poderes intuitivos, emocionais, racionais e físicos. Um marco deste cenário é o fato de tantas mulheres terem sido queimadas na Inquisição pelos homens, de termos até hoje nossos corpos marginalizados.

Este desequilíbrio ainda teima em persistir nos dias de hoje em diversos aspectos de nossas vidas, seja na simples divisão das tarefas domésticas ou até mesmo no mundo do empreendedorismo. No Brasil, por exemplo, do total de negócios existentes, as mulheres estão à frente de menos da metade (33,6%), apesar de representarmos 51,8% da população brasileira, de acordo com a PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) do IBGE.

Bom, apesar disso, continuamos aqui, mais firmes e fortes do que antes. Mas o aprendizado precisa acontecer para que possamos evoluir em nossas conquistas. A competição entre o ego masculino e feminino precisa dar espaço ao modelo de gestão compartilhada dos recursos e poderes necessários. Sim, um mundo de oportunidades e direitos iguais para homens e mulheres, o que Humberto Maturama e Gerda Verden Zoller chamam de cultura matrística, de equilíbrio entre o patriarcado e o matriarcado, de cooperação não-hierárquica, de participação e confiança mútua.

Liderança Feminina

Polo de Liderança Sebrae
ANTONIA SUILANY TEIXEIRA BARBOSA
ANTONIA SUILANY TEIXEIRA BARBOSA Seguir

Formada em Administração de empresas e especialista em gestão de pequenos negócios pela FGV. Há 18 anos compõe o corpo de analista do SEBRAE CE e atualmente gerencia o escritório regional com sede em Sobral e atende a 24 municipios.

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