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Mulheres Empreendedoras: na Crise, buscando Soluções no Estado do Pará

Mulheres Empreendedoras: na Crise, buscando Soluções no Estado do Pará

O Pará tem o maior número de empreendedoras da região Norte, pois já concentra 4% das 8,6 milhões de empreendedoras brasileiras, ficando em primeiro lugar no ranking da região e ocupando a oitava posição em nível nacional.

No terceiro trimestre de 2020, havia 25,6 milhões de donos de negócios no Brasil, sendo 8,6 milhões de mulheres (33,6%) e 17 milhões de homens (66,4%). Entre as mulheres, 4 % estão concentradas no Pará, ou seja, 376.366, o que representa 50% da participação total da região Norte nas estatísticas nacionais (8%) e o primeiro lugar da região. É o que aponta um estudo realizado pelo Sebrae, com base em dados do IBGE, divulgado nessa quinta-feira, 04.

O Pará também é destaque nacional, ocupando a 8ª posição em número de empreendedoras entre os estados, atrás apenas de São Paulo, Minhas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia e Ceará.

Elas ainda são a minoria dos empreendedores no estado, com 31% desse grupo. Na atuação por setor, elas estão em maior número no setor de serviços (39%), seguido por comércio (38%); indústria (14%); agropecuária (8%); e construção (0,4%).

Os dados do estudo são do período de 2012 a 2019, com ênfase na última análise. O estudo trata de donos de negócios como empreendedores, que englobam os empregadores e os que atuam por conta própria – que está à frente de um empreendimento e não têm empregados

No perfil, 59% têm até 44 anos, 79% são da raça\cor negra, 14% têm ensino superior completo, 50% são chefes de domicílio, 82% ganham até um Salário mínimo, 7% são empregadoras, 74% das empreendedoras têm de 1 a 5 empregados, 33% trabalham mais de 40 horas semanais nos seus negócios, 35% estão há menos de 2 anos na atividade e apenas 11% contribuem para previdência.

Se comparada aos homens: têm maior grau de escolaridade, são mais jovens, ganham menos, trabalham mais sozinhas (Conta Própria), trabalham menos horas no negócio,  Estão há menos tempo na atividade atual , 49% são chefes de domicílio, Empregam menos (menor proporção de empregadoras e menor número de empregados), Têm estruturas de negócio mais simples,  Contribuem mais à previdência na atividade atual,  Trabalham mais no setor de serviços (destaque: alojamento e alimentação).

Na pandemia do Covid 19, o mesmo levantamento mostra que a crise gerada  interrompeu um movimento consistente, verificado desde 2016, de crescimento na representatividade das mulheres no universo do empreendedorismo no país.

No terceiro trimestre de 2020, a proporção de mulheres entre os donos de negócio caiu quase um ponto percentual em comparação com o mesmo período de 2019. De 2019 para 2020, houve uma perda de 1,3 milhão de mulheres empreendedoras no Brasil, passando de 34,5% para 33.6% do total de donos de negócios. 

No Pará, em se tratando especificamente de Microempreendedor Individual (MEI), outro levantamento do Sebrae, com base em informações do Portal do Empreendedor, mostra que o número de mulheres nessa categoria também está abaixo do percentual dos homens, sendo 45% de um total de 249.755 MEI registrados no Pará até o último dia 27.

Alguns dos segmentos que elas estão mais presentes são vestuário e acessórios, beleza (cabeleireiras), comércio varejista de mercadorias em geral, promoção de vendas, comércio varejista de cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal e restaurantes e similares.

Há uma diferença mínima, em relação aos percentuais nacionais: mulheres (45,6%) e homem (54,4%), também segundo estudo do Sebrae, com base em dados do Portal do Empreendedor, que analisou registros até novembro de 2020.

Dente as características normalmente associadas ao comportamento feminino estão conectadas com as exigências do mercado: gestão do tempo, inteligência emocional e espírito colaborativo.

Assim considera-se que o empreendedorismo feminino atua fortemente no resgate da autoestima, na independência financeira, no fortalecimento do relacionamento com o mercado, no conhecimento e no desenvolvimento dos talentos, no empoderamento e no afastamento dos vários tipos de violência.

Seja qual for a atuação (se empresarial, social e intraempreendedora) ou a decisão de investir em qualquer setor ou segmento, é importante a sociedade sempre estimular, engajar, dar oportunidades e colaborar no desenvolvimento das habilidades, tornando possível uma trajetória de sucesso a mulher e um meio social mais igualitário.

Liderança Feminina

Polo de Liderança Sebrae
Leda Magno
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